quinta-feira, 29 de junho de 2017

Relógios


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Em todos os cantos os encontros
Em ouro prata e estanho
Claros, escuro, brilhantes, escuros, sombrios.
Escondem sutilmente sua farsa
De contar, determinar, apontar, empoderar... O nada.
Sobre as peles dos braços,
No canto inferior da tela,
Na torre da igreja,
Na delegacia,
Na sela,
Na sala de aula.
Em circulo, quadrado, oval ou disforme.
Em tantas cores quanto sonharam os pintores.
Estão presentes diferentemente daqueles a quem possuem
Que passam pela vida inconsciente

Da ditadura do tempo inexistente.

terça-feira, 27 de junho de 2017

O coelho de Alice

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O coelho de Alice tinha pressa.
Não sabia que não existia tempo.
Que nada vai ou regressa.
E corria desesperado, atrasado e afobado.
Completamente abirobado.
Preso ao relógio
Sabe lá por quem inventado.
Estranhamente pela peça
Tic tac encantado.
Procurava sempre chegar a hora certa
Na verdade incerta.
Desejava chegar sem atraso
A algo de tão pouco caso...
No ontem que já havia passado,
No amanhã que não havia ocorrido
No agora... Que já havia acontecido.
Esquecendo-se de estar somente presente
Para que se tornasse consciente
De que realmente o tempo não existe

Só o tic tac o faz onipotente.

domingo, 18 de junho de 2017

Essa mulher

Anachronistic Fairytales

Quero essa mulher que caminha entre os mundos
Que ouve e fala com os deuses.
Que conhece as erva e suas serventias.
Que sabe interpretar o pio dos pássaros.
Ela que andam por todas as encruzilhadas.
E não teme o bater das horas noturnas.
Sabe que não a nada a temer
Nem mesmo o próprio tempo.
Uma mulher de olhos escuros
E olhar iluminado.
Que tem sempre algo a dizer e nada a falar.
Que não espera pelos outros
Sorrir e caminha.
Que não ama e nem odeia
Simplesmente vive.
Quero essa mulher desperta

Pois agora ainda dorme em mim.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Perdoa

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Perdoa
O primeiro beneficiado serás tu.
O que sentirá o alívio da dor.
A facilidade do riso.
A bondade brotando da alma.
Perdoa.
E verás os dias mais claros.
Os problemas menores.
As dificuldades dissipadas.
Junto ao teu novo comportamento.
Perdoas.
Mesmo que seja difícil de fazê-lo
Que seja duro ter que desfazer diminuir teu orgulho
Mesmo que sejas julgado como um tolo.
Que não respeita a si mesmo.
Perdoas.
Por que isso desejará um dia
E será muito mais fácil obteres de outros o perdão.

Um amigo.
psicografia 06.12.2016